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jornalismo James Akel
 


O CASO DAS DEMISSÕES DAS TVS

Tenho recebido inúmeros e-mails de funcionários da TV Record, indignados com o tratamento recebido pela emissora que está fazendo uma coleção de dispensas às vésperas de Natal.

Esta coluna infelizmente não tem poder de nada.
Apenas podemos escrever prestando solidariedade para tais companheiros de trabalho da comunicação, a cada dia mais desvalorizados pelas emissoras em geral.

O caso da TV Record porém á algo que espanta.

A emissora é dirigida por religiosos evangélicos que declaram professar a palavra de Cristo.
Ouso imaginar que os evangélicos da Igreja Universal não reconhecem nascimento de Cristo em dezembro.


É a única ideia que me parece coerente para tamanha atitude insensata de demissão em massa em pleno mês de Natal.
Cada um dos demitidos tem sua família e seus filhos, que acreditavam que o Natal lhes traria um  brinquedo novo, uma roupa ou um belo jantar.
Mas seus pais vão ter que se preocupar com o dinheiro racionado para pagar as contas de sobrevivência sabe-se lá por quanto tempo.

Além da TV Record, também outras empresas da área de comunicação estão agindo da mesma forma, com demissões inúmeras nas vésperas de Natal.
Onde, então, a gente constata a triste realidade de que o ramo da comunicação cresceu errado, de forma sem planejamento, contratando sem objetivos empresariais e se vendo num determinado momento em circunstâncias de demissões coletivas.


Isto é o que de pior pode existir num mercado onde o sindicalismo é ineficaz na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Apenas destoa da filosofia religiosa tal coleção de demissões às vésperas de Natal.
Por tal base a gente se espanta com a  atitude da TV Record.
Mas as outras empresas do ramo da mídia têm problemas muitos de administração.


Estamos presenciando na Editora Abril o começo do fim da MTV, algo que se imaginou a princípio um grande empreendimento, mas que o tempo apenas mostrou ser infrutífero empresarialmente.
Lembro-me que num determinado tempo discutia eu com um diretor da TV Record News, quando eu citei o pífio ibope da TV Record News.
E o diretor do grupo deles, que vou preservar o nome por ser um dos grandes nomes da vice-presidência do grupo, disse-me que o projeto da TV Record News estava correto porque atingia um nicho, igual a MTV.
Respondi, eu, naquele momento, que se o objetivo era comparar com a MTV, então eles estavam no caminho errado pois a MTV era um fracasso e seu nicho era não lucrativo.
O tal vice da TV Record não acceitou minha argumentação e naquele momento deve ter dado muita risada do outro lado.
Pois passou-se pouco tempo e ele teve que acabar com toda programação da TV Record News, que ele tanto se orgulhava de comandar e agora pouco tempo depois a Editora Abril vai ter que fechar a MTV.

Não estou escrevendo isto para dizer que eu tinha razão.
Quero mostrar que o mercado da mídia está muito mal administrado por quase todos os grupos, quer seja TV Record, RedeTV, Editora Abril, Editora Três, SBT e Organizações Globo.

Isto mostra que o mercado de trabalho no ramo é profundamente instável e o pior que os jovens poderiam fazer é estudar em faculdades do ramo de jornalismo, rádio e tv.
O ramo não tem futuro promissor por algum tempo, pois vai continuar por muito tempo ainda sendo administrado por gente que não sabe o que está fazendo.
Quando TV Record e SBT disputam o mesmo nicho de mercado e se somar os dois nichos não vão atingir a líder TV Globo, então algo muito errado está acontecendo.
Nem TV Record e menos ainda SBT tem planejamento adequado de administração.


Reduzir custos é purista demais numa administração que desconhece o caminho do seu mercado.
Reduzir custos num caminho errado não vai transformar caminho errado em caminho certo.
Apenas vai se continuar no caminho errado.


A continuar assim, não vai se retomar a geração de empregos.

O SBT vive em função do sucesso de uma única novela e todo seu volume de ibope está em cima disto.
Vamos entender, no caso, que o SBT não tem mais por onde reduzir custos.

A TV Record tem uma programação equivocada com um custo brutal.
Reduzindo seus custos com demissões coletivas, mesmo assim seu ibope vai continuar igual e seu caminho errado de programação não a faz promissora de recuperar mercado de trabalho e ibope.



Escrito por JAMES AKEL às 12h01
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